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| Ateliê da Dobra no Rio de Janeiro |
Já pude observar de dentro de um ateliê, que as coisas que fazemos ali naquele microcosmo, podem ser multiplicadas por mil, porque geralmente o número de funcionários é BEM menor do que em uma fábrica, e acaba que viramos "mil e uma utilidades" mesmo.
Mas isso tem um lado positivo. Aprendi no dia-a-dia a lidar com os mais diversos problemas, tentar solucioná-los da melhor maneira possível, seja com fornecedores, seja com a modelista, com entregas, costureiras etc. Afinal, quando existe um ateliê, geralmente o estilista tem no máximo dois assistentes. Esses dois assistentes, ou o mais comum, um assistente, é quem faz tudo, desde a parte burocrática até a parte de compras de material e tecidos.
Eu amo o que faço. Simples assim. Não tenho outra carreira em mente, pelo menos por enquanto, que não seja ligada à esse universo. Adoro estar entre linhas, tecidos, cortes, tesouras, fichas técnicas, agendas, notas fiscais (ok, nem tanto...rsrs).
As pessoas que trabalham em fábricas (marcas maiores), por sua vez, são mais setorizadas. Isso ajuda muito na hora de solucionar os probleminhas diários, pois você foca em coisas que estão ao seu alcance ali, que você "teoricamente" controla. A gente trabalha se comunicando com os outros profissionais, entre eles os compradores, vitrinistas, estilistas, para realizar o trabalho da área em que você está posicionado. Tem a parte de malha, feminino, masculino, jeans, acessórios, tudo setorizado, dependendo claro, da marca e de seus produtos.
Eu acredito que ambas as opções tem seus prós e contras. Enquanto o ateliê pequeno geralmente lhe paga menos, ao mesmo tempo, você tem mais flexibilidade de horários, aprende muito pois acompanha bem mais de pertinho os momentos de criação e pesquisa. Mas acredito também que este seja um nicho que é cada vez mais raro. A moda anda a passos rápidos, para acompanhar esse ritmo é preciso ganhar mais corpo e estrutura, para não ficar para trás... Sendo assim, alguns ateliês estão crescendo e se tornando pequenas fábricas.
Em fábricas, as marcas geralmente lhe dão chance de crescimento profissional, podendo haver promoções, ou aproveitamento maior de suas capacidades. Acredito que o que sobra em criação hoje em dia (estilistas, vitrinistas, designers de estampas) falta em mão-de-obra de fato. As modelistas são peças raríssimas hoje no mercado, costureiras e pilotistas, idem. Eu aconselharia, quando a pessoa fosse optar por uma carreira dentro de moda, que escolhesse algum curso que pudesse lhe diferenciar de outros profissionais, assim como: modelagem, corte a costura, compras, vitrine etc
O Senac oferece ótimos cursos e é bastante reconhecido.
Até logo, boa semana!
Beijos

